Sabem aqueles nomes que nunca ouvem e de um momento para o outro parece estar em todo o lado? Aconteceu-me recentemente com Amparo. Primeiro não lhe dei grande importância - a verdade é que não presto grande atenção aos epítetos de Nossa Senhora - mas entretanto fui-me apegando à melodia do nome. E porque as associações nem sempre fazem todo o sentido do mundo à primeira vista, dei por mim a pensar nele enquanto ouvia a Maro cantar "Saudade, saudade" e a falar de um porto de abrigo... Depois, li as vossas palavras de incentivo e achei que seria um bom nome para recomeçar as nossas conversas. Não tanto para o recomendar para o próximo bebé que possa estar a chegar, mas para pensarmos um bocadinho no que às vezes escapa...
Acho que Maria do Amparo não é nome para agradar a multidões e nem sei se Amparo, sozinho, poderia ser registado em Portugal, até porque nas listas anteriores, a aprovação estava dependente do uso do composto, e na mais recente, nem sequer aparece. Além do mais, a história de Nossa Senhora do Amparo remete para a importância da figura materna e talvez não pensemos muito nisso quando estamos a escolher o nome para uma filha, mas também ninguém pensa no monte Carmelo quando decide usar Maria do Carmo, não é?
Amparo chamou a minha atenção pela melodia, pela imagem mental suscitada e pela beleza do conceito. E não tendo entrado para a minha lista de nomes favoritos, acho que também nunca mais lhe ficarei indiferente!





